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AWS e Cloud 2 min de leitura

As 7 estratégias de migração para a nuvem (os 7 Rs) explicadas

Retirar, manter, rehospedar, realocar, recomprar, replataformar ou refatorar. Entenda as sete estratégias de migração e como escolher a certa para cada sistema.

Uma migração para a nuvem raramente é "levar tudo do jeito que está". Cada sistema tem um caminho mais adequado, e a AWS organiza esses caminhos em sete estratégias, conhecidas como os 7 Rs pelos nomes em inglês. Classificar cada aplicação em uma delas é o que evita os dois erros mais caros: levar para a nuvem o que deveria ser desligado e reescrever o que só precisava ser movido.

1. Retirar (Retire)

Todo inventário encontra sistemas que ninguém usa mais: a versão antiga do site, um relatório que parou de ser lido, um servidor de testes de um projeto encerrado. Desligá-los é a economia mais rápida da migração inteira — e diminui o que precisa ser migrado.

2. Manter (Retain)

Alguns sistemas ainda não devem sair do lugar: dependem de um equipamento físico, estão perto do fim do contrato ou passam por uma troca em andamento. Mantê-los onde estão, por enquanto, é uma decisão legítima — desde que registrada e revista depois.

3. Rehospedar (Rehost)

Também chamada de lift-and-shift: o servidor é levado para a AWS como está, com ferramentas como o AWS Application Migration Service, que replica a máquina de forma contínua até a virada. É a estratégia mais rápida e de menor risco. A otimização vem depois, com o sistema já rodando na nuvem.

4. Realocar (Relocate)

Para empresas com ambientes de virtualização, é possível mover as máquinas virtuais inteiras para a AWS sem alterá-las, mantendo as ferramentas de administração que a equipe já conhece.

5. Recomprar (Repurchase)

Às vezes, o melhor caminho é trocar o sistema instalado por um serviço pronto (SaaS): o servidor de e-mail vira Google Workspace, o CRM instalado vira um CRM na nuvem. Não há migração de servidor, mas há migração de dados e de processos.

6. Replataformar (Replatform)

Pequenos ajustes com grande ganho. O exemplo clássico é trocar o banco de dados instalado no servidor pelo Amazon RDS, que cuida de backup, atualização e réplica. A aplicação quase não muda, e a operação fica muito mais simples.

7. Refatorar (Refactor)

Redesenhar a aplicação para serviços nativos da nuvem, como containers, funções serverless e filas. É o caminho mais trabalhoso e só compensa quando existe um motivo claro: picos de acesso muito grandes, custo de operação alto ou um sistema que já precisava ser reescrito.

Como escolher

Três perguntas resolvem a maior parte dos casos:

  1. O sistema ainda é usado? Se não, retire.
  2. Existe um motivo de negócio para mudá-lo agora? Se não, rehospede e otimize depois.
  3. Um ajuste pequeno resolve um problema grande? Se sim, replataforme.

A refatoração entra quando escala, custo ou manutenção justificam o investimento — e costuma vir depois, com o sistema já na nuvem e os números reais em mãos.

Na Webparatus, a estratégia de cada aplicação sai da fase de avaliação, junto com o custo estimado na AWS. Conheça o processo completo de migração para a AWS.

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