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Como migrar o ERP para a AWS sem parar a empresa
Migrar um ERP para a AWS exige mapear integrações, medir latência, resolver licenças e ensaiar a virada. Veja o passo a passo para não interromper a operação.
Para migrar um ERP para a AWS sem parar a empresa, o segredo é trabalhar em etapas: mapear tudo o que se conecta ao sistema, medir o uso real, resolver as licenças, replicar o banco enquanto a operação continua e fazer a virada em uma janela combinada, com plano de retorno. O sistema muda de casa em poucas horas, mas a preparação leva semanas, e é ela que evita a parada.
Por que o ERP é a migração mais delicada
O ERP concentra faturamento, estoque, financeiro e fiscal. Ele costuma ser o sistema mais antigo da casa, cheio de integrações que ninguém documentou, com relatórios pendurados no banco e impressoras ligadas por caminhos improvisados. Também costuma rodar em Windows Server e SQL Server, o que traz a questão das licenças.
Passo 1: inventário completo
Liste tudo o que toca o ERP:
- Módulos e versão, além do fornecedor e da política de suporte em nuvem.
- Integrações com banco, e-commerce, emissor de notas, ponto, coletores e balanças.
- Certificados digitais, inclusive os do tipo A3, que dependem de token ou cartão físico.
- Impressoras, tarefas agendadas e relatórios que acessam o banco direto.
- Quem usa, de onde e em quais horários.
Certificado A3 e equipamentos locais são os itens que mais pegam equipes de surpresa. Eles exigem uma solução própria antes da virada.
Passo 2: fale com o fornecedor do ERP
Antes de qualquer coisa, confirme se o fornecedor suporta o sistema na AWS, em quais versões, e se o contrato de suporte continua valendo. Alguns fornecedores têm exigências sobre sistema operacional ou banco de dados. Essa conversa pode definir toda a arquitetura.
Passo 3: meça a latência, o ponto mais subestimado
ERPs antigos cliente-servidor fazem muitas consultas ao banco por tela. Com o banco na AWS e o programa instalado no computador do escritório, cada clique atravessa a internet centenas de vezes, e o sistema fica insuportavelmente lento.
As soluções mais comuns são:
- Área de trabalho remota na AWS, com o programa rodando ao lado do banco e o usuário acessando por RDS ou Amazon WorkSpaces. O tráfego na internet passa a ser apenas de tela.
- Versão web do ERP, se o fornecedor oferecer.
- Conexão dedicada por VPN ou AWS Direct Connect, que ajuda, mas não elimina a latência.
Teste com usuários reais antes de decidir. Um piloto de uma semana evita meses de reclamação. E lembre que a distância entre a sua cidade e a região de São Paulo influencia: empresas em Manaus ou Belém devem fazer esse teste com mais cuidado do que as de São Paulo.
Passo 4: resolva as licenças
Windows Server e SQL Server podem ser pagos dentro do preço da AWS ou, em alguns casos, trazidos do seu contrato, conforme as regras da Microsoft. Essa escolha pode mudar bastante o custo mensal, por isso vale simular os dois cenários. Em SQL Server, a edição Enterprise pode pesar: confira se a Standard atende.
Passo 5: desenhe o ambiente
Uma arquitetura típica de ERP na AWS tem:
- Rede privada (VPC) com o banco sem acesso público.
- Banco no Amazon RDS for SQL Server ou em EC2, conforme o que o fornecedor suporta.
- Servidor de aplicação e, se for o caso, de terminal.
- VPN com a matriz e as filiais.
- AWS Backup com retenção definida e cópia protegida contra apagamento.
- Monitoramento e alertas antes da virada, não depois.
Dimensione pelo uso medido, considerando picos como fechamento de mês. Para reduzir o custo depois de estabilizar, veja Savings Plans ou instâncias reservadas.
Passo 6: ensaie
Faça ao menos um ensaio completo em um ambiente de homologação, com dados reais protegidos:
- Restaure o banco na AWS e meça quanto tempo leva.
- Peça que os usuários testem as rotinas críticas: emitir nota, fechar caixa, gerar folha.
- Valide cada integração, uma a uma.
- Cronometre todos os passos da virada.
Passo 7: a virada
Com o AWS Database Migration Service ou com a replicação nativa do banco, os dados são copiados continuamente enquanto o sistema atual segue funcionando. Na janela combinada, em geral um fim de semana sem fechamento de mês:
- Os usuários saem do sistema.
- A replicação termina e os dados são conferidos.
- As integrações são apontadas para o novo ambiente.
- As rotinas críticas são testadas.
- A decisão de seguir ou voltar é tomada em um horário definido.
O servidor antigo fica intacto, pronto para o retorno, por pelo menos alguns dias.
Depois da virada
Na primeira semana, mantenha a equipe de plantão, sobretudo no primeiro faturamento. Depois de algumas semanas, ajuste o tamanho das máquinas com dados reais. O servidor antigo só deve ser desligado depois do primeiro fechamento de mês completo.
Perguntas frequentes
Todo ERP pode ser migrado para a AWS?
A maioria pode, mas depende do fornecedor, da versão e das integrações. ERPs muito antigos podem exigir área de trabalho remota ou uma atualização antes. A primeira etapa é confirmar o suporte com o fornecedor.
Quanto tempo o ERP fica fora do ar na migração?
Com replicação contínua, a parada fica restrita à janela de virada, normalmente de algumas horas, planejada para um período de baixo movimento. O tempo exato depende do tamanho do banco e das integrações, por isso ele é medido no ensaio.
É melhor migrar o ERP ou trocar por um ERP na nuvem?
Depende. Se o sistema atende bem e o problema é a infraestrutura, migrar é mais rápido e barato. Se ele já limita a operação, vale avaliar a troca, um sistema sob medida ou a modernização por partes. Leia também software sob medida ou pronto.
Vamos planejar a migração do seu ERP?
A Webparatus cuida da migração para a AWS do inventário à operação assistida no primeiro mês, com rollback pronto em cada virada, e tem experiência em ambientes Windows e SQL Server. Conte como é o seu ambiente.
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