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AWS em São Paulo (sa-east-1) — LGPD, latência e quando usar outras regiões
A região AWS de São Paulo garante dados no Brasil e baixa latência, mas costuma custar mais que as regiões dos EUA. Entenda quando cada escolha faz sentido.
A AWS organiza sua infraestrutura em regiões — conjuntos de data centers em uma área geográfica — e cada região é dividida em zonas de disponibilidade, que são instalações separadas, com energia e rede independentes. No Brasil, a região é a América do Sul (São Paulo), identificada como sa-east-1.
Escolher a região é uma das primeiras decisões de qualquer projeto na AWS, e ela afeta três coisas: onde os dados ficam, a velocidade para o usuário e o preço.
Dados no Brasil e LGPD
A Lei Geral de Proteção de Dados não proíbe guardar dados pessoais fora do país, mas impõe regras para a transferência internacional. Contratos com clientes, setores regulados e órgãos públicos muitas vezes exigem que os dados fiquem no Brasil. Nesses casos, manter bancos, arquivos e backups na região de São Paulo simplifica a conformidade e a resposta a auditorias.
Lembre que a região é uma escolha por recurso: é possível ter o banco de dados em São Paulo e, por engano, os backups em outro país. Políticas na conta da AWS podem impedir a criação de recursos fora das regiões permitidas.
Latência: a distância importa
Para sistemas interativos — um ERP usado o dia todo, um checkout, um banco de dados consultado a cada clique —, cada viagem de ida e volta entre o usuário e o servidor conta. Servidores em São Paulo respondem bem mais rápido para usuários brasileiros do que servidores nos Estados Unidos. Para empresas de capitais distantes, como as do Norte e do Nordeste, a diferença também existe, e o Amazon CloudFront ajuda entregando conteúdo a partir de pontos de presença no Brasil.
O preço: São Paulo costuma custar mais
Os preços da região de São Paulo costumam ser mais altos que os das regiões dos Estados Unidos para os mesmos serviços. Para a maior parte das empresas brasileiras, a diferença é compensada pela latência e pela conformidade. Mas há cargas em que outra região pode fazer sentido:
- Processamento em lote sem dados pessoais, que não depende de resposta imediata.
- Ambientes de teste com dados fictícios.
- Serviços que ainda não chegaram à região de São Paulo, como alguns recursos novos de inteligência artificial.
- Cópias de recuperação de desastres, quando o contrato permite dados fora do país.
Recuperação de desastres entre regiões
Uma única região já oferece alta disponibilidade, desde que a arquitetura use mais de uma zona de disponibilidade. Para negócios que precisam resistir até à falha de uma região inteira, cópias e réplicas em uma segunda região completam a estratégia — com a atenção à LGPD que citamos acima.
Como decidimos
Na Webparatus, a região de cada recurso é definida no início do projeto, documentada e protegida por políticas na conta. Se quiser revisar onde estão os dados da sua empresa na AWS, a revisão de segurança e a revisão Well-Architected incluem essa análise. Atendemos empresas de todas as capitais do Brasil.
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