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Segurança e Hospedagem 2 min de leitura

OWASP Top 10: as falhas mais comuns em aplicações web

A lista da OWASP reúne os riscos de segurança mais críticos em aplicações web. Conheça as categorias em linguagem simples.

Quem trabalha com segurança de aplicações usa uma referência comum: o OWASP Top 10. É uma lista, mantida por uma fundação sem fins lucrativos, dos riscos mais críticos em sistemas web. Ela é revisada periodicamente, mas algumas categorias aparecem de forma recorrente.

Controle de acesso quebrado

O usuário consegue fazer o que não deveria: ver o pedido de outra pessoa trocando um número no endereço, ou acessar uma função de administrador. É uma das falhas mais frequentes e mais graves.

Configuração insegura

Painéis expostos, senhas padrão, mensagens de erro detalhadas demais, permissões excessivas. O sistema é seguro no projeto, mas foi instalado de forma descuidada.

Falhas na cadeia de suprimentos de software

Bibliotecas, plugins e componentes de terceiros desatualizados ou comprometidos. Um sistema é tão seguro quanto a peça mais fraca que ele usa.

Falhas criptográficas

Dados sensíveis transmitidos ou armazenados sem proteção adequada: senhas em texto puro, ausência de HTTPS, algoritmos ultrapassados.

Injeção

O sistema aceita uma entrada do usuário e a executa como comando. Injeção de SQL e scripts maliciosos em páginas são os exemplos clássicos.

Projeto inseguro

Problemas que nascem na concepção: um fluxo de recuperação de senha fraco ou a ausência de limites de tentativas. Não se corrige com um remendo, e sim repensando o desenho.

Falhas de autenticação

Senhas fracas permitidas, sessões que não expiram, ausência de segundo fator.

Falhas de integridade

Atualizações e dados aceitos sem verificação de origem, abrindo espaço para código adulterado.

Falhas de registro e alerta

Sem registros, a invasão acontece e ninguém percebe. Quando percebe, não há como investigar.

Tratamento inadequado de erros

Situações inesperadas que deixam o sistema em estado inseguro ou revelam informações internas.

Como usar a lista

  • Desenvolvedores: como guia do que evitar.
  • Gestores: como base para exigir boas práticas dos fornecedores.
  • Testadores: como roteiro mínimo de verificação.

A lista não é tudo

O Top 10 é um ponto de partida de conscientização, e não uma norma completa. Um sistema pode estar livre desses itens e ainda ter falhas específicas do negócio.

Conclusão

Conhecer os riscos mais comuns é o primeiro passo para evitá-los. Nos projetos e nos testes da Webparatus, as referências da OWASP fazem parte do processo.

  • #OWASP
  • #segurança web
  • #vulnerabilidades
  • #desenvolvimento

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